Buenos Aires – Primeras impresiones

Estive em Buenos Aires, com meu marido, neste último fim de semana. Esta viagem foi aguardada ansiosamente por anos. Primeiro, porque fiz curso de língua espanhola por três anos, com certificação; por amar viagens, para perto ou longe, e amar a cultura latinoamericana.

Chegamos na sexta à noite, no Aeroparque, e ficamos hospedados no NH Crillón, no Retiro. Em seguida, empolgados, fomos à pé até a Recoleta, via Avenida del Libertador, a caminho do Hard Rock Cafe. Fiquei muito surpresa, ao chegarmos na esquina com a Avenida Alvear, ao avistar, à nossa direita, o prédio imponente do campus de Direito, da Universidade de Buenos Aires, onde pude admirar tão formosa arquitetura.

O Hard Rock Café é um ambiente muito agradável, os atendentes se preocupam em bem servir e entender os pedidos. Os preços praticados no local são um pouco inferiores ao das filiais do Brasil, e aceitam tanto pesos argentinos, como dólares americanos e reais.

Na manhã seguinte, fizemos city tour. Visitamos os principais pontos turísticos da cidade. Seguindo pela Avenida Del Libertador, fomos em direção à Recoleta, passamos pelo famoso cemitério. Vimos as embaixadas, as principais vias de Palermo, o Obelisco, a Casa Rosada e a Catedral Metropolitana de Buenos Aires, na Plaza de Mayo, que fora dirigida pelo Cardeal Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco.

Em seguida, fomos em direção ao histórico bairro de La Boca, bairro operário, de colonização italiana. Passamos no entorno do La Bombonera, até chegarmos ao Caminito. O Caminito consiste numa pequena via, com pequenas habitações coloridas com paredes de zinco, características marcantes dos cortiços portenhos. Recomendo cuidado com os pertences, pois há casos de roubos e furtos, com fuga para as ruelas de La Boca. Outro cuidado importante é com os supostos dançarinos de tango, que também estão na Plaza de Mayo, caracterizados, que tentam convencer os passantes a tirarem fotos, te cobrando por elas posteriormente. Próximo dali, localiza-se a Casa Amarilla, local com pequenos stands de artigos de couro e souvenirs, câmbio, sanitários e lanchonete. Se quiser comprar pequenas lembranças, os preços praticados ali são muito melhores que no centro.

No retorno, voltamos pelo famoso bairro nobre de Puerto Madero, como seus imóveis caríssimos, diques, universidades privadas e lofts sofisticados.

Pela tarde, demos uma passadinha na calle Florida, a duas quadras de onde estávamos hospedados. Recomendo cuidado aos rapazes e moças que anunciam câmbio a cada três metros. Segundo avisos, além do perigo de ser encaminhado para o interior dos prédios, em companhia de desconhecidos, há o risco de seus reais, dólares ou pesos serem trocados por notas falsas. Demos uma passadinha na Galerias Pacífico e, de cara, bati os olhos na loja da MAC. Infelizmente, a loja era muito simples, e seus preços são semelhantes aos da Europa. Vale a pena comprar o artigos da marca em lojas físicas e on line no Brasil, pois até no Duty Free da volta, no Aeroparque, os preços são absurdos, mas vale a pena comprar vinho e cosméticos da Dior, Chanel, L´oreal, Clinique, Sisheido, Victoria Secret´s e Revlon. A mesma recomendação serve para perfumaria, que são bem razoáveis, comparados aos preços no Brasil. Dizem que no  Ezeiza há mais variedade de produtos.

Foi-se o tempo em que os preços  eram camaradas para alimentação e compras. Com a crise argentina, e a sua vocação turística, este é o principal meio de emprego e renda para a população. Vi muitos moradores de rua, pedintes e cantores líricos de rua. Na volta do city tour, passamos pelas villas, que são o equivalente das favelas no Brasil.

Pela noite, fomos ao show de tango com jantar na Esquina Carlos Gardel. O lugar é primoroso, atendimento impecável, decoração que impressiona, menu fantástico e show com um octeto de músicos, dois cantores e seis casais de dançarinos profissionais. O valor do jantar com show, na plateia, que é mais em conta, é US$ 140,00. Posso dizer com segurança que são os 140 dólares mais bem gastos na capital argentina.

No dia seguinte, reservamos para ir no El Ateneo Grand Esplendid, na Santa Fe. Segundo consta, ela é segunda livraria mais charmosa e frequentada do mundo. Lá, aceitam dólares americanos, e os preços são consideráveis. Arriscamos fazer um passeio de trem metropolitano, até a Plaza de Mayo. A tarjeta, que é o passe, custa 5 pesos, e os mapas do metrô, com suas estações e conexões são bem orientadas. O trajeto é subterrâneo e muito fácil de ser compreendido. Umas das melhores características de Buenos Aires são as ruas muito bem sinalizadas. Se ficar hospedado nos bairros próximos ao centro, poderá ir a pé ou de trem tranquilamente. Não usamos serviços de táxi e ônibus durante nossa estadia.

Como disse no início, esta viagem foi muito aguardada, sobretudo para testar meu espanhol, já que nunca me imergi na prática diária e intensa do idioma e, embora tenha aprendido há quase vinte anos, deu de desenferrujar, e me impressionei por me dar conta que estou razoavelmente bem na conversação.

Por hora, são estas as minhas impressões inicias. Em novembro, retorno para a cidade para um evento acadêmico, no qual apresentarei trabalho, na Universidad de Buenos Aires, e espero que a experiência seja tão maravilhosa quanto foi a desta viagem.

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